terça-feira, 26 de julho de 2011

Conceito! Música.

Música



A música é, sem dúvida, uma das mais interessantes e criativas manifestações do espírito humano. Apesar das diferenças entre uma filarmônica e um show de rock, ambos tem a mesma base: a escala musical. Além da beleza das músicas que pode produzir, a seqüência , , , , sol, , , guarda dentro de si as relações matemáticas, associadas ao som correspondente a cada nota musical.
O som é produzido por objetos em vibração como, por exemplo as hastes de um diapasão, o diafragma de um alto-falante ou ainda uma corda esticada e depois dedilhada. Ela vibra e produz um som. Mas nem sempre o que nós ouvimos pode ser considerado um som, ele pode ser assim dividido:
  • Som é o resultado de uma freqüência constante, ou seja, uma vibração regular.
  • Ruído é o resultado de uma freqüência não constante, ou seja, irregular

Qualidades do som
  • Altura é a qualidade que nos permite classificar os sons em agudos(altos) e baixo(graves).
  • Graves com a freqüência menor, mais "grossa", como a voz masculina.
  • Agudos com a freqüência maior, mais "fina", como a voz feminina.
  • Intensidade é a qualidade que nos permite um som forte de outro mais fraco, ou que podemos chamar de "volume".
  • Forte de amplitude maior, como o ronco da motocicleta.
  • Fraco de amplitude menor, como zumbido de um inseto.
  • Timbre é a qualidade que nos permite distinguir os sons de mesma altura e de mesma intensidade, mas emitidos por fontes distintas.
Música = Arte científica de combinar os sons de modo agradável ao ouvido, obedecendo aos critérios do ritmo, melodia e harmonia.
Rítimo = São movimentos em tempos fracos e fortes com intervalos regulares. O rítimo faz a música andar.
Melodia = Sucessão rítmica, ascendente ou descendente de sons simples, a intervalos diferentes e que encerram certo sentido musical. A melodia faz a música ter vida.
Harmonia = São notas diferentes executadas juntas em conformidade ou em harmonia entre si formando uma cossonância lógica. Sua função é dar vida a música.
Em síntese, a música é feita pela execução de acordes diferentes, mas que tenham coerência entre elas.
Os Acordes
Antes de tudo, quero deixar uma coisa bem definida: Nota é diferente de Acorde pois:
Nota = É a menor divisão de um acorde, ou seja qualquer barulho é uma nota.
As notas, por sua vez, estão contidas dentro de uma série de oito notas musicais mais conhecida como "escala cromática" com intervalos de tom e semitons entre uma nota e outra, começando e terminando com a mesma nota, Ex.: Dó, Ré, Mí, Fá, Sol, Lá, Sí,Dó.
Acorde = É a união de várias notas, em harmonia, formando assim um único som.
Os acordes podem ser classificados em:
  • Maiores = São as notas puras, sem nenhuma distorção ou mistura com outras notas, ex.: C, D, E, F, G...
  • Menores = É a união de três tons e um semitom.
  • Sustenido = Faz com que a nota seja enviada seja elevada meio tom. C#m, G#, F#m, etc...
  • Bemol = Faz com que a nota seja abaixada meio tom, ex.: Bb, Ab, etc...
  • Dissonantes = É uma nota que causa uma dissonância e produz uma distorção e não condiz com o real absoluto, deixando o iniciante confuso e ao iniciante fascinado! ex.: A4, B5+, etc...
  • Consonantes = São notas que se misturam à outras, ex.: C/G, G/F, etc....
  • Tom = É a distância entre dois tons, ex.: C-D,F-G, etc...
  • Semitom = É a menor distância entre dois tons, ex.:C-C#, D-D#, etc...
Para que todo o mundo falasse a mesma linguagem na música, foi desenvolvido um sistema, que consiste em representar as notas e os acordes pelas letras do nosso alfabeto, em qualquer parte do mundo a representação será a mesma.

Ritmo


O ritmo musical é um acontecimento sonoro, tenha ele altura definida ou não, que acontece numa certa regularidade temporal. É a ordenação dos sons de acordo com padrões musicais estabelecidos. É a variação da duração e acentuação de uma série de sons ou eventos. Na música ocidental, os ritmos estão em geral relacionados com uma fórmula de compasso e seu andamento, que implica uma métrica. O valor do pulso subjacente, chamada batida, é o tempo. A duração da métrica divide-se quase exclusivamente em duas ou três batidas, chamando-se assim métrica dupla ou métrica tripla, respectivamente. Se cada batida for dividida a seguir em duas, chama-se métrica simples, se se dividir em três, chama-se métrica composta.
Músicos fazem ritmos com seus instrumentos musicais. Uma das funções do músico é a perceber e medir o tempo. A gente conscientemente sente, forma, divide e compõem o tempo para transmitir um sentimento. Todos os músicos, compositores, regentes, instrumentistas e vocalistas trabalham com o ritmo, mas na música moderna uma seção rítmica geralmente consiste de instrumentos de percussão, um baixo (não necessariamente o instrumento de cordas) e possivelmente de instrumentos de cordas (por exemplo, a guitarra ou o banjo) e instrumentos de teclas, como o piano.
O uso que os géneros musicais fazem do ritmo varia. A maior parte da música ocidental baseia-se num ritmo divisivo, ao passo que a música não-ocidental usa mais ritmos aditivos. A música africana faz um uso intenso de polirritmos, e a música indiana usa ciclos complexos, como 7 ou 13, enquanto que a música balinesa usa frequentemente ritmos entrecruzados. Comparativamente, muita da música clássica ocidental é bastante simples no que diz respeito ao ritmo: não sai de uma métrica simples, como ritmo duplo simples, 2/4; triplo simples, 3/4; duplo composto 6/8; e triplo composto 9/8, em base; e usa pouco a sincopação. No século XX, compositores como Igor Stravinsky, Philip Glass, e Steve Reich escreveram música de maior complexidade rítmica, usando métricas estranhas e técnicas como o faseamento ou o ritmo aditivo. Ao mesmo tempo, modernistas como Olivier Messiaen e os seus seguidores usaram um aumento na complexidade para quebrar a sensação de uma batida regular, o que levou ao uso generalizado de ritmos irracionais na Nova Complexidade. LaMonte Young também escreveu música na qual a sensação de uma batida regular está ausente, porque a sua música consiste apenas de longos tons sustentados (drone).
A clave (ritmo) é um ritmo subjacente comum na música africana, cubana e brasileira.



Ritmo vem do grego Rhytmos e designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa vida.
Nas artes, como na vida, o ritmo está presente. Vemos isso na música e no poema. Temos a nos reger vários ritmos biológicos que estão sujeitas a evoluções rítmicas como o dos batimentos cardíacos, da respiração, do sono e vigília etc. Até no andar temos um ritmo próprio.[1]

Conceito

Ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenômeno repetitivo, mas a palavra é normalmente usada para falar do ritmo quando associado à onde designa a variação (explícita ou implícita) da duração de sons com o tempo. Quando se rege por regras, chama-se métrica. O estudo do ritmo, entoação e intensidade do discurso chama-se prosódia e é um tópico pertencente à linguística. Na música, todos os instrumentistas lidam com o ritmo, mas é freqüentemente encarado como o domínio principal dos bateristas e percussionistas.
Segundo alguns autores, os conceitos de ritmo podem variarjhy

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tablatura x Partitura

Tablatura X Partitura


A discussão sobre a utilidade e a praticidade da escrita em partitura e tablatura é muito comum entre os estudantes de música e minha intenção é falar sobre a importância da escrita musical e dar dicas de como estudá-la, baseada na minha experiência como músico .A tablatura é sem dúvida a forma mais popular de escrita usada atualmente para o violão popular , a guitarra e o baixo elétrico. A tablatura tem uma linguagem e representação visual muito simples e direta, sendo acessível mesmo aos que estão começando a estudar música. Mesmo as técnicas mais comuns, como bend e slide, são representadas de forma clara e objetiva. Mas o que falta à tablatura para que ela substitua a mais que centenária partitura ? a resposta é simples : a tablatura perde feio para uma partitura com relação a duração dos sons, a sua interpretação e sua execução . Para exemplificar , pense no seguinte exemplo : você acessa a internet e pesquisa sobre tablaturas de músicas da sua banda preferida. Se você conhece perfeitamente as músicas achadas, já é meio-caminho andado, basta ter paciência para decorar as partes e ouvir o cd para acertar os tempos . Mas se você nunca ouviu a música antes , o que fazer ? estará nas suas mãos uma seqüência de números, representando riffs, acordes, solos e todos os detalhes da música, mas isso será útil ? você conseguirá tocar está música como ela realmente é ? a resposta provavelmente é não ! Isso não tira a validade da tablatura, mas um complemento não cairia nada mal ..... Com a partitura, tudo fica mais óbvio : ela contém a indicação do andamento da música, a fórmula de compasso indicará toda a divisão das durações das notas musicais, a música estará escrita na integra e de quebra você terá uma série de detalhes de interpretação minuciosamente escritos ..... é possível tocar uma música que nunca ouvimos tendo somente a partitura em mãos ? sim , pois ela é feita exatamente para isso, embora uma boa audição da música ajuda e muito na sua leitura, seja pelo lado da interpretação dos músicos ou para nos familiarizarmos com o estilo, efeitos, etc. Existe um meio-termo ? é claro que sim, em revistas especializadas e songbooks encontramos normalmente as músicas com as duas formas de escrita e também é comum vermos cifras ou tablatura com divisão rítmica, que de certa forma tenta unir as duas linguagens . Sem falar que podemos localizar as notas pela tablatura e ler a sua duração pelas figuras da partitura ...... Agora vem a questão prática: vale a pena estudar a escrita musical formal, em partitura ? eu digo que sim, pois ela é útil em inúmeras situações, como gravações, transcrições, shows e até para você registrar suas idéias e passá-las para outros músicos . Veja a leitura musical como uma ferramenta a seu dispor e não como o objetivo final do seu estudo ! Quem nunca ouviu falar que o músico que não lê partituras é inferior aos que lêem ? isto é pura bobagem, pois ao falar isso a pessoa está dando uma importância exagerada à leitura e desprezando a essência da música, que é ela mesma em si . Ninguém faz uma música pensando na escrita, as pessoas compõem e depois alguém registra isto em partitura ..... sem a música não existiria a partitura, concordam ? Outra questão prática : como estudar, com quem estudar e onde estudar ? uma boa forma de adiantar-se é pesquisar em um bom livro de teoria musical para ir se acostumando às simbologias da escrita, bem como o funcionamento da partitura . Para colocar a coisa em prática sozinho já é muito mais complicado, pois envolve a execução da partitura no seu instrumento ou através do canto e você ficará sempre na dúvida se está certo ou não , mas vale a pena tentar as primeiras lições por experiência. Não é difícil encontrar em escolas livres, conservatórios e até em igrejas aulas de teoria musical, percepção e solfejo, então procure e se inscreva ! Só não esqueça que só a teoria não adianta, tem que praticar no instrumento ! Ultima questão : é difícil ? não, mas sendo uma nova linguagem é necessário que você decore as simbologias para entender o que se passa . É difícil ? prefiro não responder, mas dou uma dica : se você não estuda em uma escola de música ou conservatório, passe em uma e assista a uma aula de piano ou teclado e verá que crianças de 9 ou 10 anos já lêem partitura. Não somos menos capazes do que elas, somente temos um pouco de preguiça .

sábado, 25 de abril de 2009

Teoria das Escalas

Teoria das escalas


Como descrito na introdução, harmonia é um conjunto de sons... Começaremos estudando as escalas musicais: O que é uma escala? Escala é uma seqüência de notas que seguem uma orientação, baseada em uma nota principal, a TÔNICA. Bom, mas antes de entrarmos a fundo nesse assunto, é necessário vermos tom e semi-tom: Tom é o espaço que existe entre uma nota e outra. É formado de dois semi-tons. Semi-tom é o espaço mínimo que existe entre uma nota e outra em uma escala. Na verdade isso não é inteiramente verdade. Um semi-tom pode ser dividido em nove unidades denominada "COMA". O coma é a medida mínima do som. E daí se explica a desafinação de um instrumento ou voz. Se em um intervalo de um tom (2semi-tons) não se elevar ou diminuir som em EXATAMENTE 2 semi-tons ( ou seja, 18 comas) ocorre a desafinação. Exemplo: De DÓ para RÉ são dois semi-tons. Mas e a nota que está entre elas? Sustenido (#): é a alteração, ou elevação ascendente de um semi-tom a uma nota. EX.: DÓ-DÓ#. Elevou-se a nota DÓ i um semi-tom. Bemol (b): é a alteração, ou diminuição descendente de um semi-tom a uma nota. EX.: RÉ-RÉb. Diminui-se a nota RÉ i um semi-tom. OBS.: MI# e SI# "teoricamente" não existem. Isso não é verdade e será explicado mais a frente. Para se formar uma escala, usa-se a seguinte fórmula: T- t - t - st -t - t - t -st T=> tônica t=> tom st=> semi-tomExplicando: Tomando a nota básica ( T ), anda-se um tom, depois outro tom, depois um semi-tom,..., e por último outro semi-tom, retornando à tônica. Exemplo: Tomando como tônica a nota DÓ, deve substituir na letra T. Substituindo: DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI-DÓ. Entendendo: De DÓ para RÉ existe um tom( DÓ-DÓ#-RÉ). De RÉ para MI existe um tom( RÉ-RÉ#-MI). De MI para FÁ existe um semitom( MI-FÁ), já que teoricamente MI# não existe. E assim por diante. Daí para frente é só usar a formulazinha e substituir a tônica pela nota da escala desejada. Exemplo: Escala de FÁ. Substituindo: FÁ- SOL- LÁ- SIb- DÓ-RÉ-MI-FÁDe FÁ para SOL existe um tom (FÁ-FÁ#-SOL) De SOL para LÁ existe um tom (SOL-SOL#-LÁ) Agora vem a pergunta: porque é SIb e não LÁ#? Não é a mesma coisa? R.: Ao ouvido é a mesma coisa sim. Mas na hora de se ler uma partitura de uma música em FÁ jamais você vai encontrar um LÁ#.Treine isso e faça com as outras escalas. ExplicaçãoGeralmente o pessoal acha que escalas é muito fácil e aprende de qualquer jeito, isto é, aprende errado. Agora vou mostrar o porquê do MI# e SI#.O "x"da questão é o seguinte: as pessoas não sabem que é OBRIGATÓRIO as escalas terem todas as 7 notas musicais(C,D,E,F,G,A,B). Mas como assim? Veja o exemplo (agora na nomenclatura de CIFRA) ESCALA DE DÓ: C, D,E,F,G,A,B,CSimples certo. Tem todas as notas musicais de C a C. Agora a escala de D: D,E,F#,G,A,B,C#.D. Bom ainda está fácil, certo? Tem todas as 7 notas musicais de novo.Agora mais uma, a de E: E,F#,G#,A,B,C#,D#,ESem mistério. Agora já muda uma pouco com a de F. Responda: qual está certa? Essa: F,G,A,A#,C,D,E,F; ou essa: F,G,A,Bb,C,D,E,F; Ou as duas estão certas? Se você acha que é a primeira, você pensou como muitos por aí, A certa é a 2ª e só a 2ª. Por que? R.: é como eu já havia dito: TODAS AS ESCALAS DEVEM TER TODAS AS NOTAS MUSICAIS. Explicação: Na escala de F, seguindo a nossa fórmula, vemos que da terceira para a quarta nota deve haver um intervalo de apenas meio tom. No caso A(3º) para supostamente A#(st). Por que não pode ser A#? Simples: porque já tem uma nota A na escala, não pode haver outra, porque senão iria faltar uma das notas musicais, no caso a nota B. Então ao invés de usarmos A# devemos usar Bb, que é sonoricamente a mesma coisa. Uma coisa deve ser muito bem entendida: INDEPENDENTE DE SER SUSTENIDO OU BEMOL, A NOTA LÁ SEMPRE VAI SER LÁ (A, Ab, A#). O MESMO VALE PARA QUALQUER OUTRA NOTA MUSICAL. Por exemplo (pra não restar mais dúvida): C, Cb e C# TODAS são Dós. Então se uma escala se estiver faltando a nota DÓ vai ser dessas três. Mas a verdade é que existem ainda mais outros dois símbolos que alteram a elevação do som de uma nota. x (na verdade é um "x" um pouco diferente, mas este serve): este é o DOBRADO SUSTENIDO. Altera i dois st ascendentes a nota. bb: DOBRADO BEMOL. Altera i dois st descendentes a nota. Agora o E# e o B#:Agora que você já entendeu a colocação acima( se não entendeu volte e entenda) tente fazer a escala de C#. TENTE! Bom, pra começar use a nossa fórmula. Você, logicamente, deve ter percebido que se na escala de C nenhuma nota era sustenida agora todas vão ser. Antes era: C,D,E,F,G,A,B,C. Agora sustenizando todas as notas teremos: C#,D# e...... não tem jeito; tem que ser E#! Depois F#, G#, A#, e.......B#.Pronto! Agora outro exemplo simples: ESCALA DE D#:D#, E#......, e agora? Antes o F já era sustenido. Só resta usar o DOBRADO SUSTENIDO! Então fica: D#,E#,Fx,G# A#, B# e por fim CxO mesmo se aplica à escala de Fb: FB, Gb, Ab, e......Bbb, Cb,Db,Eb,Fb. Este assunto é muito importante, se você o entender bem não terá dificuldade nas próximas lições, pois elas estão todas baseadas neste teoria.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Jazz



Jazz

O modo dórico é construído no segundo grau da escala maior, usando-se as mesmas notas dessa escala. Por exemplo, a escala dórica de Ré é montada com as notas da escala Dó Maior, a partir do Ré, e consiste de "Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó". O modo dórico é muito parecido com uma escala menor, mas o sexto grau é elevado em meio tom. Ou seja, a escala Ré Menor teria um Si Bemol, enquanto o modo dórico tem um Si.
Como ele parece tanto com a escala menor, é natural tocar esse modo sobre um acorde de sétima menor. Aliás, ele é usado com mais freqüência do que a própria escala menor. Se você for ao piano e tocar um acorde Dm7 ("Ré, Fá, Lá, Dó") com a mão esquerda, e tocar as notas do modo dórico de Ré e da escala menor de Ré na mão direita, vai provavelmente concluir que o modo dórico soa melhor, porque o Si é menos dissonante contra um acorde Dm7 do que o Si Bemol. Se você usar o modo dórico sobre um acorde de sétima menor, não há notas evitadas.
Do mesmo modo que com o acorde de sétima maior, você pode acrescentar terças ao acorde de sétima menor para fazer Dm9, Dm11 e Dm13. Esses acordes ainda implicam o uso da mesmo modo dórico. Se você usar a escala menor natural, o acorde de décima-terceira contém a nota Si Bemol, que é um tanto dissonante nesse contexto.
Esse acorde é raramente usado, mas quando ele é pedido, é geralmente notado Dm7b6, e é uma das poucas exceções à regra de que a maioria dos acordes são grafados em termos das extensões com números ímpares acima da sétima. Essa regra vem do fato de que os acordes são tradicionalmente feitos pela sobreposição de terças. A notação Dm6 é às vezes um sinônimo de Dm13 quando o Si natural é explicitamente pedido.
Na teoria clássica, há três tipos de escala menor. A escala menor que já discutimos, o modo eólio, é também chamada de escala menor natural ou pura. As duas outras escalas menores foram derivadas dela para oferecer possibilidades harmônicas e melódicas mais interessantes.
Se você construir uma progressão ii-V-I numa escala menor, vai descobrir que o acorde de sétima construído sobre a tônica é um acorde de sétima menor, e o acorde de sétima construído sobre o segundo grau é um acorde de sétima meio diminuto.
Por exemplo, Am7 e Bm7b5 na escala Lá Menor. O acorde construído sobre o quinto grau dessa escala é um acorde menor, por exemplo Em7 em Lá Menor. A resolução de Em7 em Am7 não é tão forte quanto a de E7 em Am7. Além disso, o Am7 não soa como uma tônica; ele soa como se precisasse resolver num acorde de Ré Maior. Ao elevar o sétimo grau da escala menor em meio tom (isto é, elevar o Sol de Lá Menor para Sol Sustenido), esses problemas são resolvidos.
O acorde construído no quinto grau é agora um E7, e o acorde de sétima construído sobre a tônica é uma tríade de Lá Menor com uma sétima maior, geralmente notado Am-maj7. Isso cria um ii-V-i muito mais forte. A escala resultante, "Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol Sustenido", é chamada de menor harmônica, porque se entende que ela gera harmonias mais interessantes que a escala menor natural.
O sétimo grau de uma escala maior é às vezes chamado de nota sensível, já que está somente meio tom abaixo da tônica e encaminha muito bem a ela melodicamente. O sétimo grau da escala menor natural, por sua vez, está um grau inteiro abaixo da tônica e não encaminha tão bem para ela. Embora a escala menor harmônica contenha uma nota sensível, se você tocar essa escala, notará que o intervalo entre o sexto e o sétimo graus (o Fá e o Sol Sustenido na escala Lá Menor Harmônica) é estranho melodicamente.
Esse intervalo é chamado de segunda aumentada. Embora ele soe exatamente como uma terça menor, não há tons na escala entre as duas notas. Esse intervalo é considerado dissonante na harmonia clássica. Para consertar a situação, a sexta pode ser elevada meio tom também (de Fá para Fá Sustenido) para gerar a menor melódica.
Na teoria clássica, essa escala é geralmente usada somente de modo ascendente. Quando descendente, já que o Sol Sustenido não é usado para encaminhar para a tônica Lá, a menor natural é geralmente usada em seu lugar. A harmonia de jazz normalmente não distingue esses casos, contudo. A escala menor melódica ("Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá Sustenido, Sol Sustenido") é usada tanto no sentido ascendente quanto no descendente.Tanto a menor harmônica quanto a melódica delineiam um acorde m-maj7 no primeiro grau, por exemplo um Am-maj7 ("Lá, Dó, Mi, Sól Sustenido") em Lá Menor.
Tanto a escala menor harmônica quanto a menor melódica podem ser usadas sobre este acorde. A menor melódica também é usada sobre acordes marcados simplesmente m6, embora, como foi observado antes, esse símbolo possa também implicar o modo dórico.
Vários dos modos da escala menor melódica geram harmonias particularmente interessantes e são tocados com freqüência no jazz. Essas escalas não são normalmente descritas na teoria clássica, por isso os nomes delas são menos padronizados que os modos da escala maior.Frígio com Sexta Maior Lídio Aumentado Lídio Dominante Quinto Modo Lócrio com Segunda Maior Escala Alterada
Os modos gregos nada mais são que escalas derivadas da escala maior. A principal diferença está na configuração dos intervalos com relação à tônica: Na escala maior temos a fórmula: Tônica, 2ª maior, 3ª maior, 4ª justa, 5ª justa, 6ª maior e 7ª maior (simplificando a notação: T, 2, 3, 4, 5, 6, 7M).
Se pegarmos o modo dórico, por exemplo, teríamos a seguinte configuração: T, 2, 3m, 4, 5, 6, 7m. Podemos notar que a 3ª e a 7ª foi diminuídas em um semitom. Essa alteração causa uma diferença bastante significante em relação à sonoridade da escala.
Abaixo estão listados os modos derivados da escala maior(ou menor natural) e suas respectivas configurações:
Modo --> Configuração --> Exemplo com a tônica em E Jônio --> T, 2, 3, 4, 5, 6, 7M --> E, F#, G#, A, B, C#, D# Dórico --> T, 2, 3m, 4, 5, 6, 7 --> E, F#, G, A, B, C#, D Frígio --> T, 2m, 3m, 4, 5, 6m, 7 --> E, F, G, A, B, C, D Lídio --> T, 2, 3, #4, 5, 6, 7M --> E, F#, G#, A#, B, C#, D# Mixolídio --> T, 2, 3, 4, 5, 6, 7 --> E, F#, G#, A, B, C#, D Eólio --> T, 2, 3m, 4, 5, 6m, 7 --> E, F#, G, A, B, C, D Lócrio --> T, 2m, 3m, 4, b5, 6m, 7 --> E, F, G, A, Bb, C, DModo Jônio
Este modo é o primeiro modo do campo harmônico maior. Note que sua fórmula é igual a da escala maior. O modo Jônio tem uma sonoridade alegre, e é bastante usado na música popular.
Tabela de Soluções (tônica = A): Acordes mais usados --> I, I7M, Isus4, I9 e I13 --> A, A7M, Asus4, A9 e A13. Harmonia característica --> I V/I IV/I --> A E/A D/A Tríades --> I, IV, V e III --> A, D, E e C#m Tétrades --> I7M, IIIm7, Vsus4 e VIm7 --> A7M, C#m7, Esus4 e F#m7 Pentatônicas --> I, IV e V --> A(F#m), D(Bm) e E(C#m)
Modo DóricoO modo Dórico tem uma sonoridade mais tensa e fechada, e é bastante usado no rock, blues e jazz.Tabela de Soluções (os graus são considerados em relação ao Campo Harmônico de G): Tríades --> II, I, IV, V --> Am, G, C e D Tétrades --> IIm7, IV7+, VIm7, VIIm7(5b) e I7+ --> Am7, C7+, Em7, F#m7(5b) e G7+ Pentatônicas --> IIm7, IIm6M, VI, III --> Am, Am6, Em e Bm

Dicas aos Músicos

Super dicas aos músicos :




1- O músico precisa aprender a se "mixar" no grupo, aprender a ouvir os outros instrumentos, afinal, é um conjunto musical.
2- Todo músico deve treinar prática de conjunto se quiser amadurecer mais rapidamente.
3- A teoria musical é fundamentalmente necessária, mas entre a teoria e a prática há uma distância que poucos querem percorrer.
4- "Um bom médico não é aquele que receita um remédio sem saber o que está fazendo. Um bom músico não é aquele que toca sem saber o que faz".
5- Autodidata - Há um engano no uso deste termo, pois há muitos analfabetos musicais dizendo-se autodidatas (uma desculpa para a preguiça), autodidata é aquele que estuda sem um professor, mas estuda.
6- Uns falam antes de tocar algo, outros tocam antes de falar algo. Eis a diferença entre "músicos" e músicos.
7- O músico deve aprender a conduzir uma música como ela é e não como ele acha que deve ser. Isto é maturidade.
8- Há músicas em que o metrônomo só serve para o primeiro compasso, porque necessitam de uma interpretação flexível.
9- A pulsação rítmica bem como o andamento são para serem sentidos e não ouvidos. Este princípio é para todos, mas fundamental para bateristas e percursionistas.
10- Acompanhar um cântico é antes de tudo uma prática de humildade e sensibilidade. Nas igrejas, geralmente, os músicos querem mostrar toda a sua técnica em hora errada. O correto é usar poucas notas, não saturar a harmonia, inserir frases nos espaços melódicos apenas, e o baterista conduzir. Ou seja, economize informações musicais!
11- Há uma tendência atual de supervalorizar a velocidade do músico, quantas notas ele executa por tempo. Velocidade não é sinônimo de bom músico. O bom músico é aquele que tem a sensibilidade de fazer a coisa certa na hora certa. A velocidade é uma consequência.
12- A técnica deve ser estudada e sempre aprimorada, mas lembre-se de que é um meio de facilitar a execução da música e não um meio de exibicionismo.
13- Uma boa maneira de aprimorar a interpretação é aprender primeiro a se ouvir, depois executar. Tem gente que canta e toca e não sabe o que está fazendo; acostume então a gravar o que é executado e seja autocrítico, estude, grave e ouça o que estudou; com o tempo você encontrará a forma ideal para a sua execução.
14- Lembre-se: pausa também é música, portanto, "não sole na pausa".
15- A música possui três elementos básicos: harmonia, melodia e ritmo. Procure distribuir os instrumentos musicais no arranjo conforme estes elementos. Há instrumentos harmônicos e melódicos, há somente melódicos, há rítmicos e instrumentos que fazem os três, mas defina no ensaio ou arranjo, quais serão os devidos "papéis" para cada instrumento.
16- A escolha do tom de uma música depende do canto; este deve ser dentro da tessitura vocal e confortável para ela. Mesmo que o tom escolhido não seja o mais confortável para o instrumentista ele deve executá-lo. Outra observação é que o tom pode influenciar na soronidade da música vocal com acompanhamento. O problema é que muitos confundem. Na música instrumental, a técnica e a expressão são mais exigidos porque as notas devem transmitir algo. Na música onde há o canto, a ênfase é para a mensagem, portanto, não deve ser interferida por outros elementos.
17- Versatilidade - Procure ser o mais possível. Saiba ouvir vários estilos, do erudito ao moderno, ouça com ouvido crítico e analítico. Saiba ouvir. Extraia coisas boas de cada estilo. Outro detalhe, é o músico não ficar "preso" somente ao seu instrumento, saiba apreciar a forma de execução como sonoridade e fraseado de outros instrumentos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dicas de Respiração


Dicas de Respiração com Jerome Callet


Respirar:


Qual é a maneira apropriada de respirar e fundir? Muitos tocadores falam sobre fazer exame de uma respiração cheia de yoga. Em uma respiração cheia de yoga uma enche toda a maneira do fundo e toda maneira ao alto. Isto não é útil para nenhum instrumento de bronze incluindo a tuba. Você necessita somente aproximadamente 1/3 tanto de ar como a maioria dos tocadores se usam atualmente. Eu gosto de usar uma caixa superior ao puxar o estomago mais baixo dentro um pouco. Mas não ele inteiramente! Se você tiver demasiado ar na entrada que seu som começará áspero e blasto e você pode começa a luz dirige também.
Que é o problema com overblowing?
Nós falamos sobre um som áspero mais o lightheadedness. Mais importante, quando você overblow você não puder precisamente controlar o passo. Isto faz com que seu som espalhe mesmo pior do que tendo um ataque mal. Também, vamos dizer que você overblowing para um C elevado e necessitar um F elevado. Quando adicionou a pressão você necessita agora?E, a onde você está indo começá-lo? Fundir duramente é uma maneira extremamente ineficiente e non-musical assim no registro.
Como nós usamos menos ar e começamos ainda o volume sadio?
O volume do som é baseado na compressão do ar, não volume de ar. A compressão eficiente está feita dentro da boca antes que o ar bata os lábios. O objetivo no cuspo que zumbe é tocar de C abaixo da equipe de funcionários ao 1º C acima da equipe de funcionários sem chifre ou mouthpiece. Se você puder cuspir o zumbido estes dois oitavos você tem uma embocadura forte bastante para tocar qualquer coisa.

sábado, 30 de agosto de 2008

Dica trompete

Dicas de trompete com Walmir Gil
A Importância do Aquecimento: Walmir Gil diz o músico jamais deve ignorar o aquecimento, pois uma performance é também uma atividade atlética que, em alguns trabalhos, pode ser considerado até de médio para alto impacto.Quando tocamos ou cantamos utilizamos centenas de músculos que precisam ser preparados e lembrados em que estarão envolvidos. Como trompetista, sugiro que se comece com um leve alongamento na região do pescoço e ombros, pois na garganta e pescoço temos vários músculos ligado à língua. Podemos seguir com, alguns exercícios de respiração, porque a quantidade de ar utilizada para tocar ou cantar difere da que usamos para falar. No mercado há excelentes livros para a prática de uma boa respiração, como os que acompanham alguns métodos: James Stamp ou 80 exercícios respiratórios de Svásthya Yoga (Ana Maria Marinho - Editora Global/Ground).Passamos a seguir para a parte aural, se o tempo permitir, que envolve exercícios de percepção (identificação de intervalos, acordes escalas, etc.). Para os trompetistas, há inúmeros e maravilhosos livros com diferentes rotinas, na qual o músico, de acxordo com suas necessidades, deve escolher o que melhor funciona ou se adapta ao seu tipo de trabalho. Sugiro também que o músico procure a orientação de um amigo ou professor, para que tenha certeza do caminho a percorrer.Falando da minha rotina: começo com os exercícios de alongamento, depois alguns exercícios de respiração, percepção e, em seguida toco algumas escalas no bocal ou sopro no lide pipe (depende do dia e do meu tempo disponível), aqueço com notas longas, intervalos, flexibilidade, escalas e, finalmente corro para a música!Preparo físico para o trompeteTecnicamente é um dos líderes de dificuldade entre os instrumentos de sopro. O fato de ter começado com a trompa, quando criança, ajudou Gil a se adaptar melhor à embocadura do trompete. "É um instrumento que exige uma manutenção bastante rigorosa de limpeza, ser guardado corretamente no estojo e, principalmente, a manutenção física do próprio instrumentista. O trompete é muito difícil de soprar, necessita muita resistência. Se você fizer uma maratona de instrumentistas de sopro, certamente os trompetistas serão os primeiros a parar de tocar. Depois viriam os que tocam trombone, tuba, clarinete e, por fim, o sax. Isso significa que, para agüentar tocar das 8 da manhã às 8 da noite é preciso manter a boa forma."Gil corre todos os dias de sua casa, no centro de São Paulo, até o Parque Ibirapuera, e lá completa a trajetória de 12 quilômetros. No dia da entrevista para esta matéria, Gil já havia cumprido sua tarefa . "Saí de casa às 5h30 e corri durante duas horas", conta. Só em dias de show e viagens, quando chega cansado, é que ele abre uma exceção.